Síndrome do Pânico: o que é, sintomas, causas e como tratar
11/10/2025

A síndrome do pânico é um transtorno de ansiedade caracterizado por crises súbitas e intensas de medo, acompanhadas de sintomas físicos e emocionais que podem parecer, para quem sofre, como uma ameaça à vida. Apesar de ser uma condição assustadora, a síndrome do pânico tem tratamento e pode ser controlada com o apoio adequado.
O que é síndrome do pânico?
A síndrome do pânico, também chamada de transtorno do pânico, é um distúrbio psicológico em que a pessoa sofre episódios recorrentes de crises de pânico – momentos de medo ou desconforto intenso, que surgem repentinamente e geralmente sem um motivo claro.
Essas crises podem durar de minutos a algumas horas, e costumam causar sintomas físicos que muitas vezes são confundidos com infartos, AVCs ou outros problemas médicos graves.
Principais sintomas da síndrome do pânico
Durante uma crise de pânico, os sintomas podem ser muito intensos e variados. Os mais comuns incluem:
- Palpitações ou coração acelerado
- Falta de ar ou sensação de sufocamento
- Tremores
- Suor excessivo
- Dor ou desconforto no peito
- Tontura ou sensação de desmaio
- Ondas de calor ou calafrios
- Sensação de irrealidade ou distanciamento
- Medo de perder o controle, enlouquecer ou morrer
Esses sintomas costumam surgir de forma súbita e atingem seu pico em poucos minutos. Muitas pessoas vão ao pronto-socorro acreditando que estão tendo um ataque cardíaco.
O que causa a síndrome do pânico?
Ainda não se sabe exatamente o que causa a síndrome do pânico, mas diversos fatores podem contribuir para o seu desenvolvimento:
- Predisposição genética
- Histórico de trauma ou abuso
- Estresse intenso ou prolongado
- Uso de substâncias (como cafeína, álcool ou drogas)
- Alterações químicas no cérebro (neurotransmissores)
Muitas vezes, a primeira crise ocorre em um momento de vida estressante ou marcante, como a perda de um ente querido, separações, mudança de trabalho ou outras transições importantes.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da síndrome do pânico é clínico, com base na frequência das crises, na duração e na intensidade dos sintomas.
É comum que o paciente passe por exames médicos antes de ser encaminhado para avaliação psiquiátrica, principalmente quando os sintomas físicos são predominantes. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o agravamento do quadro e o desenvolvimento de agorafobia – medo de ter crises em locais públicos ou onde a ajuda médica pareça distante.
Síndrome do pânico tem cura? Qual o tratamento?
A síndrome do pânico tem tratamento eficaz e, na maioria dos casos, a pessoa pode levar uma vida normal com o acompanhamento adequado. Os principais recursos incluem:
1. Psicoterapia
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma das abordagens mais eficazes no tratamento da síndrome do pânico. Ela ajuda o paciente a identificar e modificar pensamentos disfuncionais, enfrentar os medos e reduzir a frequência e intensidade das crises.
2. Medicamentos
Os antidepressivos (como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina – ISRS) e os ansiolíticos são frequentemente utilizados para controlar os sintomas, principalmente nas fases iniciais do tratamento. A prescrição deve ser sempre feita por um médico.
3. Mudanças no estilo de vida
- Reduzir o consumo de cafeína e álcool
- Praticar atividade física regularmente
- Adotar técnicas de relaxamento e respiração
- Dormir bem e manter uma rotina equilibrada
É possível prevenir a síndrome do pânico?
Embora não exista uma forma garantida de prevenção, cuidar da saúde mental, evitar estresse prolongado e buscar ajuda psicológica diante de eventos difíceis pode reduzir as chances de desenvolver o transtorno.
Convivendo com a síndrome do pânico
Viver com síndrome do pânico pode ser desafiador, mas é importante lembrar: você não está sozinho. Muitas pessoas passam por isso e conseguem melhorar com o tratamento certo. Buscar apoio médico e psicológico é o primeiro passo para recuperar o controle da sua vida.
Conclusão
A síndrome do pânico é um transtorno sério, mas tratável. Quanto antes for diagnosticada, melhores são as chances de recuperação. Se você ou alguém próximo sofre com crises de ansiedade intensas, procure um profissional de saúde mental. Cuidar da saúde emocional é tão importante quanto cuidar da saúde física.
